Meu inferno é aqui. Eu quem o crio.
Monto-o como uma massinha de modelar.
Vou dando forma e com um simples sopro, vida.
(...)
Meus monstros estão dentro de mim.
No meu não-sono.
Em meus anseios e frustrações.
Na minha descrença.
No meu não-rezar.
(...)
Minhas fraquezas sou eu.
Toda minha timidez disfarçada de espontaneidade.
Arrogância fantasiada de simpatia.
E todo meu medo encoberto pela coragem.
(...)
Essa sou eu.
Fraca. Dissimulada.
Nem boa. Nem ruim.
Apenas eu.
Em um momento não tão bom assim.
(...)
Publicado em 15 de agosto de 2008 às 23:41 por sarap
Muito bonito, mesmo!
Beijos