Então, cansado, ele decidira abandonar a profissão. Concluira ser jovem demais para seguir com a jardinagem para o resto da vida. Ele só tinha 24 anos. Tinha tanto para aprender. Resolvera estudar. Talvez história, sociologia, artes, algo que o tirasse do meio dos espinhos. Suas mãos, que tanto embelezaram o jardim, também sofreram com arranhões e estavam cansadas de lidar com tamanha realidade. Queria algo que não fosse tão palpável assim.
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A flor, por sua vez, arriscou uma chantagem emocional ficando murchinha, como se questionasse quem cuidaria dela agora. Mas, vendo-se impossibilitada de mudar a vontade do jardineiro, consentiu, deixando-o partir.
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A chuva veio e com ela o frio. E a flor, mais uma vez, ficou despetalada.
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Publicado em 10 de agosto de 2008 às 23:08 por sarap