Triste. Triste como neve em montanha. Branca. Fria. Solitária. Distante.
Tenho chorado. Não muito. Um pouco só. O suficiente.
Suficiente para lembrar e me autoflagelar de novo. E mais uma vez. E outra. E mais outra.
Faço isso. Condeno-me. Torturo-me, com lembranças, cartas, e-mails, presentes, cheiros.
E abro guarda para você fazer o mesmo. Pisar em mim. Cuspir. Escarrar.
Que prazer é esse? (...)
Por que me rendo a isso?
Por que me permito ficar assim?
Por que busco essa dor inconsolável?
Dor, que de tão fria, queima.
E minha dor é assim. De um branco azulado. Sem vida, sem sol, sem energia. Apática. Passiva. Cabisbaixa. Cambaleante.
Que oscila: ora derrete, ora congela novamente.
(...)
Publicado em 01 de agosto de 2008 às 19:48 por sarap