Ela chegou sem pedir licença. Reapareceu do nada, nem sequer foi convidada. Nem bateu na porta. Foi entrando assim, sem mais nem menos. E tão de mansinho, que até deixei ela ficar. Parecia tão inofensiva. Mas, como quem não quer nada, ela se alojou. Tomou conta. Posse. E aos poucos, sem escolha, me entreguei novamente. Esperta! Seus passos foram premeditados. Ela é fria. Calculista. Executou seu plano de maneira minuciosa. Agora, quem olha de fora, nos vê, de braços entrelaçados. Às vezes umas cotoveladas contundentes, mas não há nada, nada nesse mundo que nos faça separar. Ela é minha e sou dela. Ela me persegue. E eu a encalço. A amo e a odeio. Sou sua escrava, serva. Ela é minha deusa. Minha vida. Tudo o que tenho. E o que me resta.
“Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
(...)
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
(...)
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais...”
Publicado em 28 de julho de 2008 às 11:18 por sarap
Foi ótimo ontem no cinema! hahaha
Pena eu ter que voltar correndo pra casa... além do Marco ter que dormir, eu nao estava me sentindo muito bem...
Beijo grande!
PS - Onde será nosso fim de semana?